Crédito ajuda na retomada da atividade econômica em Rio Bonito do Iguaçu 17/03/2026 - 17:12

A Fomento Paraná liberou R$ 18,3 milhões em crédito para atender empreendimentos que foram afetados pelo tornado que atingiu na cidade de Rio Bonito do Iguaçu em novembro passado. O objetivo do crédito foi de auxiliar na retomada das atividades econômicas no município, permitindo a manutenção de empregos e parte da renda das famílias.

Foram contempladas 214 empresas, sendo 144 operações de microcrédito (até R$ 20 mil, para informais, MEIs e microempresas) e 70 da linha Fomento Giro Fácil (até R$ 800 mil), para empresas de micro e pequeno porte, com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões. Ao todo, 407 empresas solicitaram crédito no município após o tornado.

Alguns processos estão em fase final de análise e tendem a acessar o restante do valor disponível (R$ 2 milhões), somando R$ 20 milhões liberados pelo Fundo de Desenvolvimento Estadual (FDE) para a linha de atendimento a Rio Bonito do Iguaçu.

Reconstrução — O Governo do Estado segue apoiando a reconstrução de Rio Bonito do Iguaçu, cidade da região Central do Paraná que foi atingida por um tornado em novembro de 2025. Além das respostas rápidas logo após a tragédia, que atingiu 90% da área urbana do município, as ações agora estão focadas na reforma e construção de casas e equipamentos públicos e no apoio financeiro às famílias mais afetadas. O investimento já ultrapassa R$ 63 milhões.

A administração municipal recebeu R$ 11,5 milhões do Fundo Estadual para Calamidades Públicas (Fecap), que passou por mudanças aprovadas pela Assembleia Legislativa do Paraná nos dias seguintes à tragédia para permitir o repasse direto de recursos às famílias e ao município. Do valor destinado à prefeitura, R$ 3,1 milhões foram para a compra de materiais de construção e R$ 8,4 milhões para a aquisição de ônibus escolares para a retomada das aulas.

O município ainda está sob decreto de estado de calamidade válido por 180 dias, aprovado no dia seguinte ao tornado. Após esse prazo, que deve se encerrar em abril, a prefeitura deve prestar contas sobre a utilização do auxílio.

Os recursos do Fecap também atendem outros dois programas emergenciais voltados diretamente às famílias afetadas: o Superação, que prevê o pagamento de R$ 1 mil mensais por seis meses para auxiliar as famílias, e o Reconstrução, que destina até R$ 50 mil para a compra de materiais de construção e pagamento de mão de obra para reconstruir as casas danificadas.

Até março, o programa Superação destinou R$ 7,2 milhões em pagamentos, beneficiando 1.971 famílias em diferentes lotes, permitindo que elas retomem a vida cotidiana. Somente no pagamento referente ao mês de fevereiro, liberado em março, 1.951 famílias receberam juntas cerca de R$ 1,9 milhão.

Já os repasses do programa Reconstrução totalizaram R$ 19,2 milhões, com a distribuição de 654 cartões para as pessoas afetadas realizem os pagamentos dos materiais ou profissionais responsáveis pelas obras nas residências. Somente em março foram distribuídos mais 143 cartões, representando R$ 3,2 milhões para aquisição de materiais e R$ 812 mil para contratação de mão de obra.

Os repasses variam de R$ 20 mil a R$ 50 mil, conforme o grau de destruição identificado em laudos técnicos elaborados por engenheiros voluntários do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA) e da Defesa Civil.

Nos casos de destruição total da moradia, o auxílio chega a R$ 50 mil, sendo R$ 40 mil destinados à compra de materiais de construção por meio do Cartão Reconstrução e R$ 10 mil para contratação de mão de obra, pagos por meio de voucher de serviços. Para residências com destruição parcial grave o valor é de até R$ 35 mil, enquanto danos leves dão direito a até R$ 20 mil.

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