Banco da Mulher Paranaense completa um ano
24/09/2020 - 18:17

O programa Banco da Mulher Paranaense, lançado pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior, completa nesta quinta, 24 de setembro, um ano de atividades. Nesse período as linhas de crédito da Fomento Paraná que compõem o programa atenderam quase 3 mil pequenos empreendimentos com participação feminina liberando quase R$ 38 milhões em empréstimos e financiamentos.

“Essa iniciativa nasceu da determinação do governador, cumprindo o plano de governo, para criar instrumentos capazes de fortalecer o empreendedorismo feminino no estado”, afirma Heraldo Alves das Neves, diretor-presidente da instituição financeira estadual. “Coube à Fomento Paraná desenvolver linhas de crédito com condições diferenciadas para atender a essas empreendedoras, que movimentam a economia e são responsáveis por milhares de empregos diretos e indiretos.”

Quase 90% dos recursos liberados foram da linha de microcrédito, com limites de até R$ 10 mil para empreendedoras pessoa física e até R$ 20 mil para pessoa jurídica (MEI, EI, EIRELI), com faturamento bruto anual de até R$ 360 mil. O restante foi captado por micro e pequenas empresas dos mais diversos segmentos da atividade econômica.

“Diversos estudos mostram o aumento da participação da mulher no mercado de trabalho, nos negócios e como chefe de família, mas verifica-se que ainda há barreiras muito grandes a serem superadas, como o acesso ao crédito. Por isso é tão importante a criação de políticas públicas como o Banco da Mulher Paranaense”, afirma Luciana Saito Massa, presidente do Conselho de Ação Solidária e primeira dama do Paraná. Luciana é uma das madrinhas do programa junto com as empresárias Monica Berlitz, criadora da comunidade de empreendedoras Clube da Alice; Luciana Burko, da Câmara da Mulher Empreendedora e Gestora de Negócios de Curitiba, e Cris Mocellin.

 

ESTUDOS

Estudos avaliados pela Fomento Paraná na preparação das linhas do Banco da Mulher Paranaense mostravam que em geral as mulheres recebem salários menores e que uma grande parcela delas precisa diversificar as formas de sobrevivência, inclusive pela crescente participação feminina como provedora do lar nos novos arranjos familiares. Com isso vem crescendo a participação empreendedora delas. Entretanto, nem sempre isso está vinculado a uma ação profissional formalizada. Em geral elas tem pouca ou nenhuma orientação de gestão e principalmente sofrem com a grande dificuldade para acesso ao crédito para impulsionar seus empreendimentos.

um ano depois

A primeira empreendedora a obter um financiamento da linha Banco da Mulher Paranaense foi a manicure Luciana Lemes, que inclusive participou do lançamento. Luciana trabalhava como autônoma havia sete anos e fazia atendimentos a domicílio e conheceu o programa por meio do aplicativo Paraná Serviços, do Governo do Estado. Ela investiu o dinheiro para reformar as instalações e comprar materiais para criar um espaço físico para trabalhar junto com a filha e profissionalizar o serviço prestado às clientes, na região central da capital paranaense.

Mesmo com as complicações provocadas pela pandemia de covid19, Luciana conseguiu manter o salão em atividade e até abriu espaço para duas profissionais do ramo que atendiam em salões de beleza vizinhos, mas que acabaram encerrando as atividades. “Consegui concretizar meu objetivo, que era que o negócio não fosse apenas para eu e minha filha, mas que pudesse trazer outras profissionais para trabalhar e ganhar seu sustento também”, conta ela.

A empreendedora também aproveitou a oportunidade aberta pela Fomento Paraná permitindo a suspensão de pagamentos e renegociação de prazos, a partir do início da pandemia. “A renegociação deu um fôlego, porque o movimento de clientes caiu bastante e ficamos um bom tempo se poder atender. Felizmente o proprietário do imóvel também deu um desconto e com isso estamos conseguindo manter o empreendimento”.

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